Tocou o celular:
"Aqui é o fulano, do Ponto Frio. Tô com uma mercadoria aqui para a senhora, mas não tem ninguém em casa. A senhora está aqui perto? Eu posso esperar." Isso mesmo, um entregador com iniciativa própria e vontade de resolver o problema. Infelizmente, eu estava longe, já no jornal, e o Rodrigo ainda demoraria a chegar.
"Então a senhora faz o seguinte: liga para o número tal, fala com Fulano que eu estive aqui e não tinha ninguém e informa lá o horário que eu tenho que voltar. Faz isso agora, que aí dá tempo de voltar amanhã."
Enquanto recuperava a voz, que tinha sido levada pela emoção de encontrar alguém eficiente pelo caminho, toca o celular de novo:
"É que está chegando um senhor aqui, ele mora no apartamento tal e se dispôs a receber para a senhora. Posso deixar com ele? Então tá, vou deixar. Não precisa mais ligar para o Fulano."
Tudo bem que todas as chamadas foram a cobrar, mas, diante de tudo que veio antes, vou pagar feliz pelas ligações. E esse entregador deveria dar curso para a sua categoria. Ele é o melhor que tá tendo.
2 comentários:
Nossa, que tá acontecendo com você? Tô estranhando! rs
Uai, diante de tudo que eu passei antes, fiquei no lucro com esse aí.
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