Drummond, inspirador

"Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores. Por isso gosto tanto de me contar. Por isso me dispo, por isso me grito, por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias: preciso de todos." (Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A cobrar

Tocou o celular:

"Aqui é o fulano, do Ponto Frio. Tô com uma mercadoria aqui para a senhora, mas não tem ninguém em casa. A senhora está aqui perto? Eu posso esperar." Isso mesmo, um entregador com iniciativa própria e vontade de resolver o problema. Infelizmente, eu estava longe, já no jornal, e o Rodrigo ainda demoraria a chegar.

"Então a senhora faz o seguinte: liga para o número tal, fala com Fulano que eu estive aqui e não tinha ninguém e informa lá o horário que eu tenho que voltar. Faz isso agora, que aí dá tempo de voltar amanhã."

Enquanto recuperava a voz, que tinha sido levada pela emoção de encontrar alguém eficiente pelo caminho, toca o celular de novo:

"É que está chegando um senhor aqui, ele mora no apartamento tal e se dispôs a receber para a senhora. Posso deixar com ele? Então tá, vou deixar. Não precisa mais ligar para o Fulano."

Tudo bem que todas as chamadas foram a cobrar, mas, diante de tudo que veio antes, vou pagar feliz pelas ligações. E esse entregador deveria dar curso para a sua categoria. Ele é o melhor que tá tendo.

2 comentários:

Chorik disse...

Nossa, que tá acontecendo com você? Tô estranhando! rs

APPedrosa disse...

Uai, diante de tudo que eu passei antes, fiquei no lucro com esse aí.