segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O cara do correio merece uma gorjeta

A história do correio do post anterior aconteceu sexta-feira, mas não foi na sexta passada. Tem mais ou menos um mês. Eu só me lembrei de contar porque li o post da Vanessa, do Fio de Ariadne, sobre a aventura dela no correio. A inscrição era para o prêmio CNH de Jornalismo Econômico. Estou contando isso, porque hoje foram divulgados os finalistas. E euzinha estou entre eles! Eu e a minha amiga Queila Ariadne, com a série de matérias sobre o impacto da crise na economia das cidades mineradoras de Minas Gerias (mineradoras de Minas Gerias é pura redundância, mas não tem outro jeito de explicar). Foram 300 matérias inscritas e dez finalistas. Se ganhar, vou lá no correio dar uma gorjeta para o cara, que carimbou a carta direitinho.

Ah! Esse prêmio é o mesmo que eu, Queila e Bianca vencemos em 2005, numa história que eu já contei aqui, de três jacus a caminho de um prêmio.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A louca do correio

Fui ao correio postar uma matéria para ser inscrita em um prêmio. Como sempre, aos 48 do segundo tempo. Eu sei que o prazo de inscrição durou dois meses, mas o último dia existe para ser usado. Mas, além do último dia, fui também na última hora. Já que é para honrar a fama nacional, vamos fazer direito. Logo, o atendente disse que a carta só ia sair da agência na segunda-feira.

- Mas você carimba com a data de hoje?
- Carimbo.
- Tem certeza? É que eu preciso muito que a data esteja aí.
- Carimbo, sim.

Aí ele pesou a carta, registrou, colou aqueles adesivos com código de barras e nada do carimbo.

- Moço, você vai carimbar, né?
- Vou.

Aí ele cobrou, me entregou o recibo, pegou o dinheiro, devolveu o troco, e nada de carimbar.

- Ô moço, você vai carimbar a data?
- Vou sim.

E jogou a carta em um caixote. Eu fiquei olhando, meio indecisa, mas resolvi assumir logo que sou uma mala.

- Ô moço, eu sei que você não vai esquecer de carimbar a data, mas é que eu preciso muito, e vai que você troca de turno e algum colega acha que pode carimbar na segunda-feira... Você se importa de carimbar agora, só para eu ficar mais tranquila?

Ele deu um suspiro, pegou o envelope no caixote, e finalmente carimbou.

Saí da agência aliviada, mas quando ia entrar no carro, me deu um "clic". O moço ficou até pálido quando me viu entrando de novo.

- Ô moço, sabe aquele envelope? Você pode pegar para mim de novo? É que eu esqueci uma coisinha...

Não deu outra. A ficha de inscrição estava completamente em branco lá dentro.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Nem aí para o 13º

Entrevistando uma comerciante que fará uma liquidação entre o fim de novembro e início de dezembro.

(Eu) - Essa data é boa porque o 13º já saiu, né?
(Ela) - É?
(Eu) - É, a primeira parcela, que sai no dia 30.
(Ela) - Olha, eu nem sabia!

O 13º vai despejar R$ 85 bilhões na economia. O comércio, os cobradores e os gastadores estão loucos para o dia chegar. Muitos setores fazem promoções do tipo "pague com seu 13º" desde o meio do ano. Os bancos não perdem tempo, oferecem a antecipação do 13º com juros módicos de uns 12% ao mês desde abril. Enfim, todo mundo está de olho no salário extra e a tal comerciante, no melhor estilo tô nem aí. Dá para levar a sério uma lojista que ignora do dia do 13º? Ou é para concluir que ETs existem?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Alívio! O Carnaval fica onde está!

Calma, povo brasileiro, muita calma nessa hora! O Carnaval está confirmado para 2010 entre 13 e 16 de fevereiro. Não será preciso mudar a data. Resolveram simplificar a coisa e mudaram o meu plantão. Para o Carnaval, claro, porque antes, com o plantão em outra data, alguma coisa estava fora da ordem. É que, como todo mundo sabe, o Carnaval é uma festa móvel que se move para o meu plantão (quem não sabe, leia aqui.). Desde que pisei numa redação - lá se vão mais de seis anos - somente uma vez estive de folga na festa do Momo e deve ter sido por distração de alguma instância superior. Nos outros anos estive lá, no bloco da redação, firme e forte, com meu colarzinho de havaiana, porque ninguém é de ferro.

E, ao saberem que eu estaria de folga entre 13 e 16 de fevereiro do ano que vem, escolas de samba, blocos caricatos e foliões em geral ficaram bem preocupados com a possível mudança do Carnaval para umas duas semanas depois, no meu plantão, claro. É que rei Momo, confete, axé e Ana Paula de plantão não podem faltar no Carnaval! Mas o lobby deles venceu e eu mudei de equipe de plantão - para a equipe que vai trabalhar no Carnaval!

É a minha chance de fazer um sacrifício em prol da coletividade e ainda dar uma de D. Pedro I: "Se é para o bem de todos e a felicidade geral da nação, diga ao povo que fico (de plantão no Carnaval!)". Todo mundo já pode respirar aliviado.

Adote uma cartinha

Está na hora de bancar o Papai Noel. Os Correios começaram a campanha anual "adote uma cartinha" para tornar o Natal das crianças carentes mais feliz. Não custa lembrar como funciona o projeto: os Correios recebem as cartinhas, fazem uma triagem e colocam nas agências. Quem adotar a cartinha compra o presente escolhido e entrega nos Correios, que levam até a criança. No ano passado foram recebidas mais de um milhão de cartinhas.

Na Grande Belo Horizonte as cartas ficam nessas agências:

- Agência Central: Av. Afonso Pena, 1270, Centro - BH
- Agência Paraná: Av. Paraná, 477, 2º andar, Centro - BH
- Agência Parque Industrial: Av. Cardeal Eugênio Pacelli, 1801, Cidade Industrial - Contagem

No interior de Minas:

- Sedes das Regiões de Vendas dos Correios: Barbacena, Divinópolis, Governador Valadares, Juiz de Fora, Manhuaçu, Montes Claros, Pouso Alegre, Teófilo Otoni, Uberaba, Uberlândia e Varginha
- Agências centrais nos demais municípios


Para outras localidades, consulte www.correios.com.br.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Apagão no bom senso

Além do apagão no banco, o bom senso parece que não estava em alta na agência ontem de manhã. Como eu disse, são sete caixas eletrônicos, mas só um funcionava. E, claro, tinha uma fila diante dele. Aí a pessoa entra na agência, olha a fila, ignora, porque isso não é para gente como eu, e vai direto para o caixa vazio, que ela deve ter reservado com antecedência pelo "disque vaga no caixa eletrônico". Tipo caixa eletrônico VIP, para pessoas especiais, que não têm que enfrentar filas como os mortais. Para a sua decepção, o caixa estava estragado. Aí ela pensa que o VIP é o do lado e vai, toda serelepe. De novo, nada. Aí a ficha cai. A pessoa olha meio sem graça, dá um sorriso amarelo e pergunta para todo mundo e para ninguém ao mesmo tempo:

- Só esse aí está funcionando?
- Não, a gente está aqui porque, além de sacar o dinheiro, esse caixa faz massagem nos pés. É bom para relaxar do stress da fila, sabe? E, se você pedir com jeitinho, ele serve café e chocolate quente.

Não tenho paciência, não. O pior, é que não foi uma pessoa só.

Apagão no banco

Duas horas tentando pagar o seguro do carro. Foi ontem de manhã. Às 9h30, fui à agência para liquidar a fatura no caixa eletrônico, mas, dos sete equipamentos, só um funcionava. Tinha, claro, uma fila básica. Enfrentei a fila, mas a máquina não conseguiu ler o código de barras. A essa altura, já eram 9h45. Como faltavam só 15 minutos para a agência abrir, fiquei por ali esperando para pagar direto no caixa. Mas, quando o banco ia começar a funcionar, avisaram que estava tudo fora do ar. A única opção era aquele caixa herói da resistência, mas analfabeto em código de barras. Liguei para a seguradora para pegar os números do código (ele não estava no boleto). Demoraram 25 minutos para me responder. Voltei à agência. Mais uma filazinha básica de umas doze pessoas. Ufa, paguei! E o ministro ainda diz que o apagão é página virada.

A construção continua na minha porta

Como disse antes, a construção civil mudou-se de mala e cuia para a minha vizinhança (ok, e para a do Chorik também, como ele disse no comentário do post anterior), mas em BH, está nas minhas imediações mesmo. Pois hoje, além das marteladas, caminhões e peões, ganhei mais uma companhia. O caminhão de som do sindicato dos trabalhadores estacionou por aqui conclamando o povo a parar o trabalho contra a exploração do patrão. Contra o roubo do meu sossego, ninguém se movimenta.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O "boom" da construção é na minha porta

Eu sei, todo mundo sabe, a construção civil vive um ótimo momento, tem obras para todo lado e Minas Gerais está até "importando" mão de obra da Bahia para dar conta do recado. Mas, fala sério, o "boom" da construção tinha que ser justo da minha porta? No lote vizinho ao meu prédio tinha uma montanha de terra. Há uma semana, dezenas de caminhões se empenham em acabar com a montanha e isso inclui espalhar terra pela rua. Quando passa um ôniubs ou sopra um vento, a terra voa até em casa e eu não faço outra coisa a não ser passar pano no chão e nos móveis na vã tentativa de deixar tudo mais ou menos limpo.


Isso é o que ainda tem para tirar de terra da montanha.

Não bastasse, o vizinho do apartamento do lado resolveu derrubar uma parede e achou que sete horas da manhã era um bom horário para mandar o pedreiro começar a obra. Ontem, com aquele calor infernal, a Beatriz (e eu) foi dormir já eram quase duas da manhã. Hoje, fomos acordadas pela bateção sem fim, às sete. Desci para reclamar, com a cara de nenhum amigo que vocês podem imaginar, e encontrei outro vizinho na escada:

- Ah, pois é, eu também vou começar uma obra.

Não encontrei palavras para responder. Quer dizer, encontrei, mas elas eram contrárias à política da boa vizinhança.

Maus presságios - o fantasma da Portuguesa

Se tem uma coisa que combina com supertição é futebol. E, sabendo disso, eu deveria ter dado meia volta ainda no Anel Rodoviário. Isso porque no meio do engarrafamento para Atlético X Flamengo eu fui me lembrar de um outro engarrafamento, de 1996, a caminho de Atlético X Portuguesa pela semifinal do Brasileirão. Como qualquer torcedor que frequenta estádios, já peguei dúzias e dúzias de engarrafamentos na ida e na saída do Mineirão, mas, por algum motivo, eu fui me lembrar justo daquele maldito Atlético X Portuguesa que já estava enterrado na memória. E quanto mais eu via hordas de atleticanos seguindo para o Mineirão, quanto mais eu ouvia o hino do Galo nos carros vizinhos, mais eu me lembrava do engarrafamento a caminho do malfadado jogo com a Lusa.

Ai chegamos ao Mineirão e encontramos uma pessoa conhecida. E eu me lembrei que no desastroso jogo com a Portuguesa também encontramos alguém conhecido no meio de umas 70 mil pessoas e também pensei como é engraçado encontrar alguém no meio de tanta gente. (Como já disse algumas vezes, eu tenho memória de elefante, lembro de tudo, mas bem que podia ter esquecido esse cretino desse jogo com a Portuguesa.) Claro que já encontrei conhecidos em outros jogos, mas, não sei porque, foi justo essa partida que veio à cabeça quando vi alguém conhecido.

Então, entramos no Mineirão e veio o golpe de misericórdia. O lugar no estádio era o mesmo daquele fatídico jogo contra a Portuguesa. Dessa vez eu só podia me lembrar mesmo do jogo com a Portuguesa, porque eu só vou ao Mineirão de arquibancada, mas fui de cadeira especial ver a semifinal de 1996 porque foi o único ingresso que achamos. Ontem, repetimos a dose, porque ganhei o ingresso. Não vou dizer que era a mesma cadeira, mas foi exatamente daquele setor do estádio que eu vi, incrédula, o Alex Alves marcar o gol da Portuguesa e correr na minha direção para comemorar diante de um Mineirão sufocado pelo peso do silêncio de milhares de vozes.

O resto, os 3X1 de ontem, não preciso contar. As minhas lágrimas na saída do Mineirão também fizeram lembrar a volta para casa naquele jogo de péssima lembrança.